Cúpula de facção denunciada no RN tinha estrutura administrativa e até setor de 'transparência', diz MP

  • 08/05/2026
(Foto: Reprodução)
Arma apreendida durante operação em dezembro de 2025 PF/Divulgação O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou 25 pessoas apontadas como integrantes da cúpula da facção Sindicato do Crime do RN, além de uma advogada suspeita de fazer parte da organização criminosa. A denúncia foi recebida pela Justiça, que tornou os investigados réus em um processo criminal por organização criminosa armada, associação para o tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp A ação é resultado da Operação Treme Tudo, deflagrada em dezembro do ano passado para desarticular células armadas da facção. Durante a operação, foram cumpridos mandados no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Rondônia. Segundo o MPRN, a organização possuía uma estrutura hierárquica, com divisão de funções entre lideranças, operadores financeiros, responsáveis por arrecadação, integrantes ligados ao tráfico de drogas, e responsáveis pela comunicação entre presos e membros em liberdade. Advogada é presa em flagrante em operação que apura envolvimento de organização criminosa em 11 homicídios, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro Operação Treme Tudo no RN Estrutura No topo da estrutura estaria a chamada “Final”, formada pelos fundadores da organização. Logo abaixo aparecia o “Conselho”, considerado um órgão deliberativo responsável por autorizar execuções, resolver conflitos internos e definir diretrizes para a facção. As investigações apontam que integrantes desse núcleo utilizavam grupos de mensagens para coordenar ações criminosas em diferentes regiões do estado. Parte do conselho também desempenhava papel de “Transparência”, responsável pelo cadastro de integrantes, monitoramento das áreas dominadas pela facção, levantamento de demandas internas e inclusive emissão de mensagens para a população. As investigações identificaram ainda grupos destinados exclusivamente ao controle financeiro da facção. De acordo com o processo, havia divisão por zonas de arrecadação em Natal e no interior do estado, com integrantes responsáveis por recolher dinheiro do tráfico de drogas e repassar os valores à cúpula. Operação contra organização criminosa ocorreu em 2025 PF/Divulgação Planilhas, prestações de contas e cobranças eram compartilhadas em grupos de WhatsApp usados pela organização. Outro ponto destacado pelo MPRN é a existência da chamada “Sintonia dos Gravatas”, estrutura formada por advogados suspeitos de atuar na comunicação entre presos e integrantes em liberdade. Atuação em Natal e região metropolitana De acordo com a denúncia, a facção atuava principalmente em bairros de Natal, como Ponta Negra, Rocas, Mãe Luíza, Quintas e Felipe Camarão, além do Golandim, em São Gonçalo do Amarante. O grupo também mantinha conexões com facções de outros estados, como Paraíba, Ceará, Goiás, Bahia, Maranhão e Rio de Janeiro, além de ligação com o Comando Vermelho, no Amazonas. A denúncia do Ministério Público, com 149 páginas, apresenta mensagens obtidas em celulares e grupos de WhatsApp que mostram a atuação dos suspeitos. Ainda segundo a denúncia, a organização arrecadava dinheiro em diferentes regiões do estado e utilizava contas bancárias de terceiros para movimentar recursos oriundos do tráfico de drogas e da compra ilegal de armas. Advogada denunciada A advogada denunciada é suspeita de atuar como elo entre presos e integrantes da facção em liberdade. Segundo o MPRN, ela foi presa em flagrante durante a operação com bilhetes conhecidos como “catataus”, usados para transmitir ordens criminosas. A profissional também teria tentado obstruir a justiça ao tentar se desfazer das provas. Advogada foi flagrada com bilhetes enviados para chefes de organização criminosa presos PF/Divulgação Ordens de homicídios As investigações tiveram início após a apreensão de um celular com um dos apontados como líderes da facção, em dezembro de 2024. A partir da análise do aparelho e de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, a Polícia Federal e o Ministério Público identificaram grupos de mensagens usados para coordenar atividades criminosas, arrecadação financeira e articulações entre lideranças. A denúncia aponta ainda que integrantes da cúpula da organização teriam participado da autorização de ao menos 11 homicídios e uma tentativa de assassinato, decisões tomadas em um suposto “tribunal do crime”. Vídeos das execuções, segundo o processo, eram compartilhados entre membros da facção como forma de demonstração de poder. Com o recebimento da denúncia, a Justiça manteve a prisão preventiva de 15 réus. Outros investigados seguem foragidos. O Ministério Público também pediu o perdimento de bens, veículos e valores apreendidos durante a operação para enfraquecer financeiramente a organização criminosa. Veja os vídeos mais assistidos no g1 RN

FONTE: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2026/05/08/denuncia-cupula-faccao-criminosa-rn.ghtml


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